domingo, 13 de janeiro de 2013

PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL


PLANO DIRETOR  DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL


1. INTRODUÇÃO
Atualmente é notória a importância da logística nas mais diversas 
atividades humanas. Dentro da esfera pública, tal função, apesar de 
enquadrar-se como atividade meio, de apoio às demais funções típicas de Estado, posiciona-se estrategicamente, viabilizando as ações 
de segurança pública, de promoção da saúde, de educação, dentre 
outras, exercidas pelo Governo. Sem os serviços prestados pelo setor 
logístico, em particular pela área de transporte de pessoas e mercadorias, ações-fim não poderiam ser prestadas eficientemente, comprometendo assim a efetividade das políticas públicas.
A atividade pública, por sua natureza não competitiva, acabou, historicamente, por omitir dos gestores de transportes a preocupação 
com a redução dos custos, com a melhoria da qualidade e com a eficiência global das operações. Com a introdução do modelo de Gestão 
por Resultado na Administração Pública Estadual, em sintonia com a 
Lei Estadual nº 13.875, de 07/02/2007, passam a ser exigidas dos gestores de transportes medidas que impactem a economicidade, confiabilidade e segurança, justificando assim a adoção da gestão focada 
em resultados.
Em decorrência da grande parcela de contribuição ao custo total 
final dos serviços do Estado, a atividade de transporte deve ser considerada crítica e fundamental, o que implica na necessidade de uma 
gestão cada vez mais próxima e caracterizada com os serviços aos 
quais dá suporte, assim como subsidiada por análises, critérios técnicos e métodos de gestão contemporâneos, consagrados por centros 
de excelência na área. Conseqüentemente, o modelo de gestão a ser 
adotado para a atividade de transporte em organizações com o porte 
e a diversidade do Poder Executivo Estadual deve ser o modelo de gestão descentralizado, sem o qual ficaria comprometida a capacidade 
de adaptar-se às diversas necessidades específicas de cada uma das 
atividades exercidas pelo Estado.

No entanto, o modelo de gestão descentralizada adotado para a 

atividade de transporte no Poder Executivo Estadual, pressupõe a introdução de instrumentos que sejam capazes de atender a três propósitos: o primeiro é o de medir a parcela de contribuição do transporte 
com relação às atividades fim de Estado, o segundo é o verificar se as 
metas específicas da atividade de transporte estão sendo efetivamente alcançadas e o terceiro é o de padronizar uma terminologia que seja 
capaz de consolidar informações de transporte que permitam estabelecer diretrizes a serem seguidas por todos os órgãos e entidades do 
Poder Executivo Estadual.
Esse plano tem como objetivo apresentar as estratégias que serão 
implantadas pela Secretaria de Planejamento e Gestão – SEPLAG, visando o atendimento dos três propósitos enumerados, estabelecendo critérios e sistemas padronizados por meio de indicadores de desempenho operacional.
Nesse sentido, enumeramos algumas características da gestão de 
transportes, assim como a importância do uso de indicadores de desempenho operacional de forma a facilitar o entendimento dos objetivos desse plano.

2. CARACTERÍSTICAS DA GESTÃO DE 

TRANSPORTES
Para a prestação dos serviços a Administração Pública utiliza veículos, seja para o deslocamento de materiais ou pessoas, seja para 
o suporte à execução das atividades fim, neste caso os veículos são 
adaptados acoplando-se equipamentos necessários à execução dos 
serviços, formando assim um importante conjunto que, integrado às 
atividades desenvolvidas, contribuem diretamente para a efetividade 
da prestação do serviço.
Para cada atividade existe a necessidade de veículos com características técnicas específicas e adequadas ao melhor desempenho da 
tarefa a que se propõe, são os chamados veículos de “uso dedicado”, 
ou seja, utilizado em uma atividade específica.  Assim, o transporte 
quando fortemente integrado aos processos das atividades fim, tornase uma ferramenta importante para o alcance da missão pública em 
questão.
Garantir a disponibilidade e maximizar o desempenho operacional 
da frota, com segurança, conforto para os tomadores do serviço e com 
custos decrescentes é a missão da área de transporte. Portanto as atividades relacionadas com a gestão de transportes necessitam de um 
responsável pelas funções de Planejamento e Controle, independente 
da existência formal, presente no organograma, de um núcleo especializado. O gestor de transporte deve utilizar ferramentas básicas de 
apoio, com especial destaque para o sistema de informações, que possibilite a mensuração dos indicadores de desempenho previamente 
estabelecidos.
É fundamental para o gestor de transporte conhecer profundamente o negócio da organização e estar alinhado às políticas, diretrizes e 
metas, sendo necessária uma atuação pró-ativa. Em geral, o cliente de 
transporte tem expectativas, mas não define claramente suas necessidades, embora seja capaz de transmitir o que espera de um serviço 

desta natureza. Assim sendo, cabe ao gestor de transportes identificar 

as expectativas e as necessidades do seu cliente.
A responsabilidade do gestor de transporte começa com o planejamento, momento em que são compatibilizadas as metas organizacionais, as necessidades dos clientes e a previsão orçamentária. São definidas também algumas das principais decisões técnicas, tais como:
• Decidir entre frota própria ou alugada;
• Adequar a frota aos serviços a que dá suporte;
• Dimensionar adequadamente a quantidade de veículos;
• Programar a renovação da frota no momento correto;
• Compatibilizar a utilização e a manutenção da frota, bem como 
os custos envolvidos.
• Estabelecer medidas de segurança e boas práticas focadas no 
desempenho e redução de custos
• Objetivando uma melhor compreensão sobre a importância e 
a utilização dos indicadores de desempenho, é oportuno possuir uma 
visão geral sobre as principais decisões técnicas da área:
2.1. Frota Própria ou alugada?
Uma das primeiras grandes decisões a ser tomada refere-se à definição do tipo de frota a ser utilizada, se veículos próprios ou contratados. 
Essa decisão é complexa e deve ser precedida de estudos especializados de viabilidade técnica e econômico-financeira, além de questões 
político-estratégicas. 
Alguns fatores que também influenciam a decisão de possuir ou 
contratar a frota:
• Característica do serviço - Há serviços que usam veículos na forma como são colocados no mercado, outros que necessitam de veículos adaptados, o que caracteriza um veículo de uso “dedicado”. Este 

último, quando preparado, fica limitado ao uso exclusivo por um tipo 

de serviço.
• Intensidade de uso do veículo - Em função da atividade, o veículo pode ser de uso:
- Contínuo (para atender a serviços de caráter permanente, 
como é o caso do plantão);
- Intermitente (apoio aos serviços administrativos, fiscalização, inspeção técnica, etc);
- Temporário (suporte aos serviços de demandas sazonais, 
como projetos e execução de obras).
• Disponibilidade do mercado de locação - Nem sempre a região 
dispõe das alternativas desejadas, ou seja, veículos adequadamente 
preparados e/ou empresas em número suficiente para caracterizar a 
competitividade em preço e qualidade.
Algumas organizações adotam um sistema misto de composição 
da frota, utilizam veículos contratados e veículos próprios. Para servir 
de apoio em atividades permanentes as quais necessitam de veículos 
pesados (caminhões) e equipamentos especiais, normalmente utilizaste frota própria. Para as demais atividades que necessitam de veículos 
leves (utilitários, automóveis, etc), utiliza-se frota contratada. Em alguns 
casos, ao se contratar serviços para as áreas fim, a parcela de transporte 
é incluída no custo da atividade executada, já que o veículo é parte 
integrante do serviço.
O gestor de transporte deve continuadamente realizar estudos de 
avaliação comparativa entre o custo mensal dos serviços contratados 
e o investimento necessário para aquisição e manutenção de uma frota própria equivalente. Torna-se, portanto, extremamente importante 
o estabelecimento de indicadores capazes de embasar os estudo de 
viabilidade econômica com a finalidade de orientar a decisão.

2.2. adequação da Frota às características 

operacionais
A seleção do tipo de veículo está diretamente relacionada aos custos, segurança, produtividade e qualidade do serviço. O estudo sobre 
a adequação possibilita compatibilizar veículos e equipamentos de 
transportes às necessidades operacionais, de forma a otimizar fatores 
técnico-econômicos, não comprometendo a segurança e a qualidade 
do serviço.
Na escolha dos veículos são utilizados critérios técnicos, combinando as características do que é ofertado no mercado com a atividade 
desenvolvida.
A escolha do veículo adequado é função das condições em que o 
veículo irá operar e da atividade que irá desempenhar. Portanto, devem ser coletadas algumas informações para contribuir para a correta 
escolha do veículo a ser adquirido. A tabela abaixo apresenta alguns 
questionamentos que precisam ser respondidos.
check liSt Para adequação do veículo
1) Qual atividade a ser executada com o veículo?
2) Quantos passageiros serão transportados?
3) Qual tipo de carga a ser transportada?
4) Qual o volume e peso da carga? Requer cuidados especiais?
5) A atividade necessita de algum equipamento acoplado ao veículo? Quais suas 
características? Qual seu posicionamento?
6) No caso de veículo de apoio a serviço, qual o ferramental a ser transportado?
7) Qual a intensidade de uso?
8) O percurso se fará em zona urbana, rural ou misto? Tipo(s) de terreno?
9) O percurso é em estrada plana ou possui aclives/declives acentuados? Quais as 
condições climáticas?

Estas informações são importantes para a determinação do veículo 

que melhor se adapte às condições exigidas, pois a adequação a estes 
fatores correlaciona-se com as capacidade dos veículos em executar o 
serviço. Algumas características que também devem a observar são:
• Tração - O sistema de tração de um veículo é indicado pela relação entre o número de rodas em contato com o solo e o número 
de rodas que transmitem o movimento necessário à sua propulsão. 
Como exemplo, pode-se citar os veículos com tração 4x4, que são designados para enfrentar situações adversas, tais como aclives acentuados e terrenos de pouca aderência. A tração deve ser adequada às 
condições de pavimentação em que o veículo irá trafegar. 
• Motor - É o componente do veículo que fornece a energia necessária à sua propulsão, podendo ser divididos em dois grupos;
motores do ciclo Otto (ignição por centelha e utilizam 
como combustíveis gasolina, álcool e gás natural) e; 
motores do ciclo Diesel (ignição por compressão e utilizam como combustível o óleo diesel). 
Os motores são escolhidos em função da intensidade e severidade 
do uso do veículo. Por exemplo, os motores a Diesel são preferencialmente aplicados em veículos de uso mais intensivo ou que cobrem 
longos percursos.
• Carroçaria/cabine - São espaços destinados a acomodar pessoas e materiais a serem transportados, podem ser adaptadas para conduzir equipamentos de apoio aos serviços. Normalmente, são constru-
ídas em metal, madeira ou fibra de vidro. 
• Equipamentos – São dispositivos que, acoplados ao veículo, integram o processo de execução dos serviços desenvolvidos pela organização prestadora do serviço.
Além destes critérios, fatores como custos envolvidos, assistência técnica, segurança operacional, padronização e vida útil, são considerados na definição do veículo adequado.

2.3.  dimensionar a Frota em razão da demanda

Dimensionar a frota é definir a quantidade certa de veículos para 
atender a real demanda de transportes na organização, obviamente 
atendendo aos critérios de adequação. Geralmente, as previsões baseiam-se em dados e na experiência profissional, ainda assim, fica-se 
sujeito a erros, que variam com as mudanças futuras. Antes de se estabelecer equações matemáticas que permitam estimar a demanda, é 
necessário realizar análises abrangendo os itens:
• Estudo do setor sobre o qual será estimado o cálculo da demanda;
• Informações necessárias ao planejamento da demanda, tais 
como: atual capacidade instalada, projeções do nível de operação, 
criação de novos processos e atividades que utilizem transporte, entre 
outras;
• Estudo dos sistemas envolvidos e das variáveis que possam afetar a demanda por transporte. 
Numa organização que tem o transporte como atividade-fim, a demanda é medida em função do mercado. No caso das organizações 
que têm o transporte como apoio, a demanda é função das necessidades das áreas fim, em consonância com as políticas e metas organizacionais.
Os métodos adotados para dimensionamento de frotas podem ser 
adaptados às diversas necessidades. No entanto, para as organizações 
que utilizam o transporte como atividade meio o “Método da Utilização” tem se mostrado adequado.
O “Método de Utilização” tem como regra básica a relação do número de veículos da frota com o nível de demanda, conforme o tipo de 
serviço aos quais os veículos estão engajados. Este método depende 
de informações quanto à utilização do veículo (ex: quilômetros percorridos, horas de uso e serviço atendido). A confiabilidade das informações obtidas é de extrema importância para o resultado do método.

2.4. o momento de renovar a Frota

Geralmente todo equipamento tem um ciclo de vida útil durante o 
qual desempenha funções requeridas dentro de padrões adequados 
de produtividade, segurança operacional e economicidade. Os veículos não fogem a esta regra, o que coloca o gestor da frota diante de 
questões como:
• Qual o momento certo para substituir o veículo? 
• Qual a prioridade de substituição? 
Esta decisão é tomada baseando-se em critérios técnicos que consideram a viabilidade econômica e a condição técnica operacional do 
veículo, além do alinhamento à política financeira da organização.
O que determina o melhor momento para substituir um veículo 
não é a sua capacidade de sobrevivência ou sua vida útil total, mas o 
período em que os custos operacionais são menores. Os métodos de 
renovação de frota baseiam-se no conceito clássico denominado vida 
útil econômica, que compreende o período da aquisição do veículo 
e até o momento quando o custo médio anual for mínimo, quando 
então é chegado o momento de avaliar a substituição do veículo.
Para decidir sobre a utilização dos custos nos cálculos dos métodos 
que norteiam a renovação da frota, sugere-se agrupar as despesas e 
dentro de cada grupo identificar quais as parcelas que devem ser incluídas ou não nos cálculos que determinam o momento de substituir 
o veículo:
Custo de possuir – Decresce rapidamente nos primeiros anos e 
moderadamente ao longo do restante da vida útil do veículo. Ele tem 
valor significativo e deve ser incluído nos cálculos que determinam o 
momento da substituição e é formado por duas parcelas:
- Depreciação operacional / Valor Residual,: A depreciação operacional é a parcela deduzida do valor do veículo, como despesa, a 

medida que ele se desgasta com o tempo ou se torna obsoleto 

para atividade a que se propõe e valor residual é o valor de mercado do veículo após este ser totalmente depreciado.
- Remuneração do capital / Valor de Investimento; A remuneração 
do capital é um indicador que mede o retorno nominal em porcentagem, do capital total investido na aquisição do veículo, ou 
seja, um percentual de rendimento sobre o valor do veículo caso 
esse valor fosse aplicado, por exemplo, no mercado financeiro. O 
valor de investimento é o valor pago na aquisição do veículo.
• Custo de manter – É baixo no início e cresce de forma acentuada nos últimos anos da vida útil do veículo. Ele também influencia 
bastante a avaliação e deve ser incluído nos cálculos. As parcelas que 
compõem este custo são:
- Manutenção (peças e mão de obra),
- Paralisação para manutenção.
• Custo de operar – É aproximadamente constante durante a vida 
útil do veículo, seu valor praticamente não varia no tempo. Portanto, 
não precisa ser considerado nos cálculos. Ele se compõe das parcelas:
- Combustível,
- Pneus/câmaras,
- Lavagem/lubrificação.
• Outros custos – Estes custos também não sofrem variação significativa com o tempo de uso do veículo, podendo ser dispensados dos 
cálculos. Ele corresponde às parcelas:
- IPVA/licenciamento/seguro obrigatório,
- Seguro facultativo,
- Custos administrativos,
- Salários e encargos de motoristas. 
São vários os métodos utilizados para a renovação de frota, mas 
para as organizações que utilizam o transporte como atividade meio, 
recomenda-se utilizar o método do Custo Anual Uniforme Equivalente
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nesse método não são consideradas as receitas advindas do 
uso do veículo.
O método do Custo Anual Uniforme Equivalente transforma os custos de possuir e os custos de manter em custos anuais equivalentes, 
com a aplicação de uma determinada taxa de juro correspondente à 
remuneração do capital sobre o investimento ou a taxa atrativa, tem 
por objetivo determinar em que ano ocorre o menor custo anual equivalente, determinando assim o período ideal de substituição do veículo (ativo depreciável), ou seja, sua vida útil econômica.
Para qualquer método a avaliação da condição técnica do veículo 
deve ser utilizada como ferramenta complementar. A avaliação deve 
ser estruturada com base em critérios pré-estabelecidos, buscando 
minimizar as possíveis distorções nos resultados. Na inexistência de 
dados necessários e na falta de condição para estimá-los a aplicação 
de qualquer método fica impossibilitada. 
2.5. o controle operacional da Frota
     
Controlar a utilização da frota e seus gastos operacionais é tarefa árdua, principalmente quando tratar-se de frota própria. O controle 
concentra-se basicamente em três pontos:
2.5.1. custos operacionais
Nas organizações que utilizam o transporte como atividade meio, 
estes custos são apropriados limitando-se a atender planos de contas 
contábeis e pouco direcionados para o gerenciamento. Para subsidiar 
o controle e o processo decisório, os dados devem ser coletados na 
forma adequada para um sistema de informação gerencial, A dificuldade está no estabelecimento de um sistema simples e na obtenção 
de dados confiáveis. Os custos podem ser separados em dois grupos 
- fixos e variáveis - e apropriados individualmente por veículo. A partir 
daí, são repassados para as diversas atividades ou setores (centro de 
custos) a que os veículos dão suporte
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2.5.2. utilização
A utilização é caracterizada pelos serviços desempenhados pela 
frota, tais como: transporte de materiais, de pessoas e apoio às demais 
atividades desenvolvidas pela organização. O acompanhamento do 
desempenho operacional da frota é fundamental para o controle de 
desperdícios, alimentação dos programas de manutenção e planos 
de otimização de uso. É dele que depende o planejamento global de 
transportes, é onde se encontram importantes índices de utilização 
e desempenho, como: quilômetros percorridos, km/litro de combustível, tempo de utilização, tempo ocioso, índice de disponibilidade, 
número de reclamações, qualidade de atendimentos etc. Perguntas 
básicas são constantemente feitas sobre eles, tais como: 
• Como está o índice de utilização da frota? Existe ociosidade?
• Quantos litros de combustíveis foram consumidos? Está compatível com a quilometragem? 
2.5.3. manutenção
É o conjunto de ações necessárias para manter ou repor um veículo 
em condição normal de operação, com o tempo mínimo de imobilização e observando-se os fatores de economicidade.
A manutenção usualmente é classificada em:
- Preventiva (realizada em oficinas quando de forma periódica, em 
função do tempo ou quilometragem);
- Operativa (realizada pelo motorista antes e/ou durante a operação do veículo);
- Corretiva (realizada em oficinas por ocasião de panes inesperadas);
- Reforma (realizada em oficinas por necessidade estrutural ou em 
conseqüência de acidente).
Devemos investir na manutenção operativa, treinar o condutor do 
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veículo para que se possa assegurar um melhor desempenho e maior 
segurança operacional, bem como reduzir custos e paradas imprevistas por má operação do veículo.
A manutenção tem importante participação na redução de custos 
operacionais e aumento de produtividade da frota. A redução de custos de manutenção deve ser atentamente acompanhada, pois pode 
significar problemas futuros, caso não obedeça aos limites técnicos 
necessários. Portanto, reduzir custos de manutenção desconsiderando 
tais limites técnicos poderá ser a causa de uma futura elevação tantos 
dos custos operacionais, como por exemplo: o consumo de combustível, como dos custos de manutenção em decorrência do desgaste de 
outros componentes do veículo em função um determinado sistema 
não está funcionando adequadamente.
Decidir sobre executar ou contratar a manutenção envolve dimensionar o nível de operação, o investimento em instalações, pessoal 
e capacitação técnica, além dos custos operacionais que devem ser 
confrontados com os de terceiros e dependendo do nível de operação pode-se obter ou não ganhos significativos.
Quando se decide pela manutenção própria, além de controlar os 
gastos e a programação de paradas para manutenção, o gestor será 
responsável pela administração de oficinas próprias. Deverá estar atento à qualificação e produção da mão de obra, ferramental disponível, 
suprimento de peças, estoque de conjuntos mecânicos reservas (motor, diferencial, caixa de câmbio, etc), arranjo físico de oficinas etc.
Quando se decide pela manutenção é contratada, a preocupação 
recai sobre os contratos, que devem conter cláusulas garantindo a qualidade dos serviços, tempo de execução e economicidade. Vale salientar a importância do acompanhamento do contrato, de forma a avaliar 
as condições técnicas do prestador de serviço, como também propiciar um controle efetivo dos orçamentos e da qualidade dos serviços 
contratados. É importante escolher oficinas tecnicamente capacitadas 
e que possam assegurar a garantia dada aos serviços executados.
18 PLANO  DIRETOR DE   TRANSPORTES FROTA OFICIAL
Para se garantir um efetivo acompanhamento do contrato devesse observar os seguintes aspectos:
• Mão-de-obra (capacitação técnica e acompanhamento dos 
tempos de serviços pela TTP (Tabela de Tempo Padrão), fornecida pelo 
fabricante do veículo);
• Peças (acompanhar os preços praticados no mercado de autopeças e/ou pelo fabricante do veículo).
Também é igualmente importante manter frota reserva para garantir o nível de operação. A definição da quantidade de veículos da frota 
reserva vai depender do conhecimento dos índices de indisponibilidade da frota em função de paradas para manutenção. O gestor necessitará de sistemas de apoio à decisão que sejam capazes consolidar 
todos os aspectos inerentes à manutenção da frota através de indicadores de desempenho operacional.
3. PAPEL DOS INDICADORES DE DESEMPENHO
Os indicadores de desempenho nos permitem manter, mudar ou 
abortar processos organizacionais. São ferramentas de gestão ligadas 
ao monitoramento, auxiliam no desenvolvimento de qualquer atividade organizacional.  Tudo que for crítico para a organização pode 
ser monitorado, medido não apenas custos, como também ganhos 
financeiros e desperdícios.
A gestão moderna tem sua estrutura baseada em decisões, fatos, 
dados e informações quantitativas, a mensuração na cadeia da decisão é o elemento fundamental. Neste contexto é que surgem os indicadores de desempenho, elemento chave cuja função é evidenciar a 
necessidade de ações de melhoria, e verificar se as ações implementadas estão produzindo os efeitos desejados, bem como a tendência 
dos mesmos.
Os indicadores de desempenho apresentam-se como relações 
matemáticas que medem, numericamente, atributos de um processo 
PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL 19
ou de seus resultados, com o objetivo de comparar esta medida com 
metas numéricas, pré-estabelecidas. Considerando que o indicador 
de desempenho é uma relação matemática, resultando numa medida 
quantitativa, identifica-se o estado do processo ou o resultado deste 
através de metas numéricas pré-estabelecidas. Indicador de desempenho significa medir, mensurar o resultado de ações programadas. 
É essencial saber se o processo está apresentando progresso, comparando-o consigo mesmo num momento anterior no tempo, ou a partir de um referencial estabelecido.
São características desejadas dos indicadores de desempenho:
• Estão intimamente ligados ao conceito de melhoria contínua. 
Devem ser gerados a partir das necessidades e expectativas de melhoria;
• Devem desdobrar as metas organizacionais, assegurando que as 
melhorias em cada unidade contribuirão para o propósito global;
• Devem estar associados a áreas cujo desempenho provoque 
maior impacto no objetivo da organização. Dão suporte à análise crítica dos resultados e à tomada de decisões;
• Possibilitam a comparação com referenciais de excelência, contribuindo para possibilidades mais amplas de melhorias.
A apuração dos resultados através dos indicadores permite avaliar o 
desempenho em relação à meta e a outros referenciais, possibilitando 
o controle e a tomada de decisão gerencial. Outra importante função 
é a de induzir atitudes nas pessoas cujo desempenho está sendo medido, pois as pessoas tendem a agir influenciadas pela forma como são 
avaliadas.
3.1. critérios para Geração de indicadores
O estabelecimento de critérios para a formação de indicadores é 
importante para atingir os objetivos a que se propõem. A seguir, estão 
detalhados critérios a se observar para a geração de indicadores:
20 PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL
• Simplicidade e Clareza: O indicador deve ser de fácil obtenção 
e compreensão, possibilitando a transmissão da mensagem de forma 
precisa e clara.
• Acessibilidade: A facilidade de acesso é importante para a manutenção adequada e na pesquisa dos fatores que afetam o indicador. 
O fácil acesso pode ser gerado com base em procedimentos padronizados.
• Pontualidade: Para cumprir os objetivos de controlar e apoiar às 
decisões é fundamental que o indicador seja disponibilizado no momento certo.
• Baixo Custo: O indicador deve ser gerado a baixo custo, devendo 
sua obtenção ser economicamente justificada.
• Abrangência e Seletividade: O indicador deve ser suficientemente representativo, devendo captar características-chave do processo 
ou produto. Informações em excesso acabam virando arquivo, além 
de elevar os custos de obtenção. A facilidade de comparação entre o 
indicador e os referenciais apropriados é fundamental e também depende de sua representatividade.
3.2. apresentação e controle dos resultados
Todo processo produtivo apresenta algum nível de variação intrínseca de resultados. Portanto, processo de serviços e suas medidas de 
desempenho também podem estar sujeitos a certos níveis de variabilidade, que devem ser mantidos sob controle.
Os resultados obtidos, quando sob controle, são confrontados com 
um padrão de referência, metas ou resultados históricos. Os resultados devem ser apresentados de forma a contribuir para sua análise e 
aplicação. As formas mais usuais de apresentação utilizam gráficos e 
tabelas. 
O gráfico permite uma avaliação mais rápida e clara dos resultados, 
inclusive possibilitando a visualização de sua tendência e facilitando 
comparação com outros referenciais. O tipo de representação utiliza-
PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL 21
do é bastante variado, tais como: linhas, barras, cartas de controle, histograma, gráfico setorial etc.
Figura 1: Gráfico Carta de Controle
No exemplo demonstrado na Figura 1 podemos observar o 
comportamento do indicador de desempenho, numa série de eventos, representado pela linha azul, as linhas vermelhas representam 
os limites de tolerância inferior e superior onde o indicador deve se 
manter. O valor 0 (zero) representa o valor de referência que se busca 
atingir, graficamente a melhoria contínua consiste em manter os valores do indicador de desempenho cada vez mais próximo do valor de 
referência, assim como reduzir o intervalo entre os limites de tolerância 
superior e inferior.
3.3. indicadores da Função transporte
As organizações focam seus esforços na atividade finalística, no entanto, o impacto de alguns serviços de apoio necessários ao cumprimento das atividades-fim requer maior atenção dos gestores, como é 
o caso da função de transporte. O transporte influencia diretamente os 
processos das atividades-fim e contribui para elevar os custos. 
Os indicadores de transportes devem contribuir para evidenciar 
perdas e acompanhar o desempenho da função transporte nas atividades onde se faz presente, possibilitando o processo de melhoria 
contínua. Assim, pode-se identificar onde o transporte agrega ou não 
valor aos processos.
22 PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL
Quando se deseja montar um sistema de indicadores, têm-se dois 
momentos críticos: identificação e definição do indicador e a coleta 
de dados. No primeiro, é importante a participação de um profissional 
que conheça a função transporte e as características da organização. 
No segundo, deve-se definir responsáveis pelo processo e procurar 
adotar procedimentos que garantam a consistência dos dados de entrada. 
A seguir, serão apresentados 15 (quinze) indicadores da função 
transporte, que normalmente são utilizados em estudos técnicos e no 
apoio a administração de frotas. Os objetivos e comentários feitos a 
seguir sobre os indicadores, são considerados sob a ótica das organizações onde o transporte é uma atividade de apoio.
3.3.1. Horas trabalhadas com veículo
Este indicador tem a finalidade de identificar o grau de utilização do 
veículo, possibilitar seu controle e otimizar o uso de transporte na organização. Ele, ainda, identifica a ociosidade do veículo e serve como 
parâmetro em estudos para dimensionamento de frota. Quando se 
trabalha com frota contratada, este indicador é uma das variáveis consideradas para o pagamento do serviço.
Normalmente a sua periodicidade é mensal, porém, em alguns casos é importante a sua disponibilização diária para que se identifiquem 
os intervalos de maior ou menor índice de utilização.
Em geral, esta informação é destinada ao gestor de transporte.
Horas trabalhadas, corresponde ao período em que o veículo está 
em movimento ou parado em condição de espera. Nas organizações 
cujo transporte é utilizado como apoio, 3 situações caracterizam a paralisação do veículo nesta condição, são elas: 
• veículos utilitários e caminhões com equipamentos acoplados,
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mesmo parados; podem participar da execução das tarefas, apoiando 
ou acionando os equipamentos que carregam.
• veículos de plantão, que permanecem disponíveis para situações emergenciais;
• veículos de apoio administrativo, quando estão aguardando que 
se execute uma tarefa para prosseguir com o atendimento.
• Para esta última situação, utiliza-se, em geral, a sistemática de 
“Pool” de transporte para minimizar o tempo ocioso.
3.3.2. Quilômetros / veículos
Este é outro indicador que identifica o grau de utilização do veículo, 
contribui para a formação de outras medidas e é parâmetro importante nos estudos de dimensionamento e renovação de frota. 
Ele é bastante usado nas programações de manutenção de veículos e serve como base de cálculo para pagamento de veículos contratados. Nas organizações prestadoras de serviço, ele é o principal 
direcionador de custos quando se faz apropriação dos mesmos em 
atividades ou centros de responsabilidade (setores usuários de transporte). 
Normalmente a sua periodicidade é mensal.
Os principais interessados nesta medida são, o gerente de transporte e o chefe de oficina ou responsável pela manutenção de veículos. 
A taxa de frequência de acidentes de trânsito é calculada com base 
na exposição do veículo ao risco e acontece quando o mesmo está 
em movimento. A quilometragem, é portanto o parâmetro chave para 
a determinação desta taxa
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3.3.3. taxa de indisponibilidade
A taxa de indisponibilidade é uma boa medida para identificar o nível de desempenho operacional da frota. Através dela pode-se avaliar, 
a qualidade do serviço de manutenção, a necessidade de utilizar veículos reservas e os reflexos da idade da frota na operação. Este índice é 
recomendado para organizações que trabalham com frota própria. 
A periodicidade desta informação é mensal, semestral e anual. Ela é 
destinada aos gerentes de transporte e de órgãos usuários. Recomenda-se também, que seja encaminhada a alta administração, porém de 
forma consolidada.
Um elevado valor da taxa de indisponibilidade operacional, pode 
significar, inadequação do veículo à atividade a que dá suporte, deficiência na sistemática de manutenção ou operação inadequada do 
veículo.
Para o cálculo desta Taxa, considera-se a relação entre o total de 
horas paradas do veículo para receber manutenção e o total de horas 
disponíveis do veículo para o serviço no mesmo período. 
3.3.4. Horas ociosas
Este indicador tem como objetivo, evidenciar o desperdício gerado 
pela não utilização de veículos, possibilitar o dimensionamento da frota e a programação para atendimento dos serviços de transportes.
Esta informação tem periodicidade mensal, a partir do seu acúmulo 
diário, pois, para se programar atendimento é importante conhecer os 
período de maior demanda.
O conhecimento da ociosidade é de interesse do gestor de transporte.
As horas ociosas correspondem ao período de tempo em que o veículo está totalmente disponível, porém não é utilizado. Este indicador 
pode ser obtido pela relação: 
PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL 25
Horas Ociosas = Horas Disponíveis – (Horas trabalhadas + Horas em 
Manutenção) 
3.3.5. Quilometros / litro
O combustível tem uma participação representativa no custo variável de um veículo e este indicador mede o índice de desempenho 
do veículo referente ao consumo de combustível. Além de permitir 
a visualização do índice Km/Litro da frota, este indicador possibilita a 
comparação entre diversas marcas e tipos de veículos. 
Hoje, busca-se a utilização de frotas mais leves, sem a perda da sua 
capacidade operacional. É também através deste indicador que se 
aplicam os mais eficientes sistemas para controle do uso de combustíveis.
Esta informação tem periodicidade mensal, podendo ser diária, 
quando se trata de frota própria, caso seja necessário um controle mais 
efetivo do abastecimento de combustíveis. 
Este indicador é importante para o gestor de transporte e para o 
responsável pelo controle operacional da frota.
O indicador Quilômetros/Litro pode ser obtido para um veículo, 
para um grupo de veículos ou para toda a frota. Neste aspecto, hoje as 
organizações buscam veículos mais econômicos e por consequência, 
são veículos que propiciam menores investimentos e despesas de manutenção mais baixas.
3.4.6.  custo operacional do veículo
O conhecimento dos custos operacionais é indispensável para o 
gerenciamento da função transporte. Praticamente, toda decisão ou 
estudo técnico sobre processos envolvendo transporte passa por uma 
avaliação de custos. 
Este indicador é decisivo no controle dos recursos, na identificação
 26 PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL
de perdas e na avaliação de melhorias dos processos da área de transporte. A partir dele são formados outros indicadores, como Custo/Atividade, Custo/Setor, Custo/Km e Custo/Hora.
Vale-se destacar os principais processos, dentre os existentes na 
área de transporte, onde o conhecimento do custo é indispensável, 
são eles: 
• Programas de “Renovação de Frota”,
• Decisão entre o uso de “Frota Própria ou Contratada”,
• Escolha do veículo adequado (Especificação Técnica de Veículos),
• Definição entre “Manutenção Própria ou Terceirizada”,
• Estudos de “Dimensionamento de Frota”,
• Elaboração de orçamentos.
Esta informação é dirigida aos gestores de transporte e de órgãos 
usuários. Recomenda-se, também, que de forma consolidada seja encaminhada à alta administração. 
O custo operacional é formado de todas as parcelas de custos (diretos ou indiretos) que incidem sobre o veículo. Elas são agrupadas 
para atender objetivos distintos e podem representar o custo de um 
veículo, de um grupo de veículos ou de toda a frota.
a) classificação dos custos
Os custos operacionais dos veículos podem ser classificados como 
diretos(fixos e variáveis) e indiretos. 
• Diretos - Correspondem a soma dos custos fixos e variáveis:
• Fixos - São as despesas que independem do grau de utilização 
do veículo;
• Variáveis - São proporcionais ao uso do veículo
. PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL 27
Indiretos - São os custos decorrentes das atividades necessárias 
à existência do transporte, tais como: aluguel, salários de pessoal de 
escritório, telefone, impostos etc. 
b) componentes dos custos operacionais de veículos
As parcelas de custos são agrupadas de forma a facilitar o controle 
e estudos de viabilidade econômica.
• Custos Fixos:
• Depreciação,
• Remuneração de Capital,
• Licenciamento/Seguro Obrigatório,
• Seguro Facultativo,
• Salário e encargos (Motorista),
• Taxas Administrativas.
• Custos Variáveis:
• Combustível,
• Pneus,
• Óleos Lubrificantes,
• Manutenção ( Mão-de-obra de oficina e Peças ),
• Lavagem Completa.
3.3.7. custo / Quilometro
Este índice possibilita estudos que viabilizem melhor alternativa 
econômica para o transporte, identifica e possibilita a alocação de 
seus custos nos órgãos usuários ou nas atividades que utilizam veículos como apoio. 
Esta informação tem periodicidade mensal e destina-se, em geral,
 28 PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL
ao gestor de transporte.
Entre outras aplicações o custo por quilômetro percorrido é usado 
como parâmetro para:
• Comparar veículos similares de marcas diferentes,
• Propiciar o controle de gastos,
• Definir pagamento de veículos contratados, nos casos onde o 
valor é função dos quilômetros percorridos.
3.3.8. custo / Hora
Esta medida é importante para identificação e apropriação do custo 
de transporte, principalmente nas atividades em que os veículos são 
bastante utilizados e a quilometragem não espelha o seu nível de utilização. Dentre estes, encontram-se os veículos usados no Plantão, na 
Manutenção e na Construção, que mesmo parados são usados para 
acionar equipamentos.
Sua periodicidade, normalmente, é mensal e destina-se ao gerente 
de transporte.
Entre outras aplicações o custo por hora é usado como parâmetro 
para:
• Comparar veículos similares de marcas diferentes,
• Propiciar o controle de gastos, 
• Definir pagamento de veículos contratados, nos casos onde o 
valor é função das horas de utilização do veículo. 
3.3.9.  curso de transporte / atividade
Este indicador evidencia o custo de transporte nas atividades, contribui para a formação final do custo total dos serviços e possibilita a 
visualização geral da utilização dos recursos de transportes.
PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL 29
Ele tem periodicidade mensal e destina-se aos gestores das áreas 
usuárias e de transporte, quando consolidado deve ser encaminhado 
à alta administração da organização. 
A aplicação do custo por atividade é importante por que apropria 
a parcela certa do custo de transporte diretamente no serviço final, 
evitando a apropriação na forma de rateio. Isto evidencia a despesa 
com transporte na atividade e da maior consistência ao custo final do 
serviço. 
3.3.10. custo de transporte  / setor usuário
Esta informação identifica o custo com transporte de cada setor 
usuário, contribuindo para seu acompanhamento e controle. Nas organizações prestadoras de serviço ele pode servir como um dos parâmetros para avaliar o desempenho gerencial da área usuária.
Este indicador tem periodicidade mensal e destina-se aos gestores 
de transporte e das áreas usuárias. 
Atualmente as organizações prestadoras de serviços, em geral, descentralizam a utilização do transporte, visando dar maior agilidade aos 
seus atendimentos e reduzir tempo de deslocamento. Isto conduz a 
formação de frotas vinculadas aos diversos setores a que dão apoio, 
distribuídas internamente na empresa. Daí, a importância deste indicador para um melhor controle da utilização e o planejamento da frota.
3.3.11. taxa de frequência de acidentes de trânsito
Este indicador tem como objetivo básico, manter sob controle os 
acidentes de trânsito ocorridos com veículos da frota, sob responsabilidade da organização. 
Ele, em geral, tem periodicidade mensal, semestral e anual. Destina-
30 PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL
se ao gestor de transporte e ao responsável pela área de Segurança e 
Medicina do Trabalho. 
A taxa de frequência de acidentes de trânsito é calculada em função da exposição do veículo ao risco. Portanto o parâmetro principal 
a considerar é a quilometragem percorrida pelo veículo. Em função 
deste indicador e a partir da análise das causas dos acidentes, podem 
ser implementadas medidas preventivas tais como: 
• Maior exigência nos critérios para escolha dos condutores de 
veículos,
• Cursos de reciclagem e aprimoramento para os condutores de 
veículos,
• Maior rigor na manutenção de itens de segurança do veículo. 
3.3.12. vida útil econômica
Representa o período que minimiza os custos operacionais do veículo em longo prazo. É um indicador fundamental para a determinar o 
melhor momento para substituição do veículo.
Esta informação tem periodicidade mensal e destina-se ao gestor 
de transporte.
Em geral as organizações, não cumprem os programas estabelecidos para renovação de frotas. Isto ocorre por vários motivos, dentre os 
quais pode-se destacar:
• Escassez de recursos,
• Redirecionamento estratégico de recursos,
• Falta de confiabilidade na programação proposta, em virtude da 
inexistência de um plano de renovação tecnicamente apoiado.
A vida útil econômica de um veículo pode ser conhecida .
PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL 31
do se tem o acompanhamento e controle dos custos operacionais do 
mesmo, principalmente da Depreciação e do custo de Manutenção 
do veículo.
3.3.13. idade média da frota
Este indicador, possibilita uma visão rápida da condição operacional da frota e contribui para a implementação dos programas de sua 
Renovação e Dimensionamento. Cada pequena frota vinculada ao órgão usuário de transporte , deve ter a sua idade média calculada. 
Isto facilita o programa de aquisição e distribuição de veículos entre as áreas, bem como o atendimento “personalizado”, que deve ser 
dado as respectivas áreas em função do nível de prioridade de cada 
uma delas. A idade média da frota também é importante para estudos 
comparativos entre veículos similares de marcas distintas. 
Sendo um processo muito dinâmico, esta informação deve ser 
mensal e destinar-se ao gerente de transporte e alta administração. 
Em geral, com o acúmulo de experiência, cada organização define 
seu padrão para a idade média de sua frota, pois ele é muito dependente das condições de uso do veículo. O importante é que seja adequado à um serviço de boa qualidade e compatível com os recursos 
da organização. 
3.3.14. custo hora-oficina
Além de medir a produtividade da oficina, este indicador possibilita 
o controle do custo de mão-de-obra da oficina própria e ainda a escolha entre a utilização de manutenção própria ou contratada. Assim, 
esta informação é de interesse das organizações que trabalham com 
frota própria.
É uma informação emitida mensalmente e destina-se ao responsável
32 PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL
 Pela manutenção e ao gestor de transporte. 
Em organizações prestadoras de serviços a utilização de oficina pró-
pria, só é recomendada, quando o custo desta oficina é menor do que 
o custo de oficinas contratadas ou quando o mercado não dispõe de 
oficinas tecnicamente capacitadas para o serviço.
3.3.15. reincidência de manutenção
Esta informação evidencia o desperdício com o retrabalho e permite a avaliação da qualidade no serviço de manutenção de veículos. Ela 
é importante para as organizações que trabalham com frota própria. 
Este indicador é típico de oficina, pois identifica o nível de retrabalho, 
podendo contribuir para localização do problema, ou seja, se foi na 
execução do serviço, na qualidade do material aplicado ou ainda na 
inspeção de recebimento ou entrega do veículo. 
Ele tem periodicidade mensal e destina-se ao responsável pela manutenção e ao gestor de transporte. 
Após sair de uma manutenção, o retorno de um veículo à oficina, 
pode significar:
• Não realização de inspeção técnica adequada antes e/ou depois 
da manutenção,
• Deficiência na execução do serviço de manutenção,
• Veículo em condições operacionais inadequadas,
• Necessidade de veículos reservas.
• Considera-se reincidência o retorno do veículo à oficina após receber uma manutenção.
PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL 33
3.4. Sistemática para avaliação dos indicadores de 
transporte
No caso específico dos indicadores de desempenho em organizações que tem o transporte como atividade meio, pode-se estabelecer 
valores padrões como referências, porém, em sua maioria estes valores 
poderão sofrer alterações em curto espaço de tempo.
Eles podem ser sensivelmente afetados pela política econômica, 
avanços tecnológicos e mudanças nos métodos de trabalho adotados 
nos processos. Este último, pode modificar radicalmente o valor de um 
indicador, como é o caso em que se substitui carro por moto em uma 
atividade. Neste caso, valores como Km/Litro, Custo/Km e Custo/Atividade, modificam-se profundamente. 
Certamente que o estabelecimento de valores de referência para 
os indicadores é condição indispensável para que os mesmos contribuam no controle das operações e na melhoria dos processos. Recomenda-se no entanto, a observação de alguns pontos importantes na 
definição de valores de referências para os indicadores, são eles:
• Trabalhar com médias obtidas de grupos de veículos iguais ou 
pelo menos similares,
• Considerar valores históricos, em função de períodos representativos,
• Adotar parâmetros peculiares à organização e considerando a 
atividade que o veículo dá apoio,
•Associar valores médios com valores obtidos através de estudos 
e análise técnicas. Este é o caso dos indicadores de custos, vida útil 
econômica e dimensionamento de frota.
34 PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL
3.5.  observações para o  uso de indicadores de transporte
O monitoramento de alguns indicadores de desempenho visando 
a melhoria depende de outros fatores ou está condicionada a diretrizes organizacionais. Por exemplo, a Taxa de Acidentes de Trânsito 
depende de um bom critério para escolha de motorista (condutor de 
veículo) e de um adequado programa de treinamento, portanto, está 
condicionado ao programa de pessoal da organização. Por sua vez, a 
Idade Média da Frota fica também condicionada à decisão de alocação dos recursos disponíveis por parte da alta administração. 
A forma de obtenção dos indicadores sugeridos dependerá do 
sistema de informação a ser adotado e da própria estrutura de cada 
órgão. Contudo, é importante ressaltar que apesar de cada um ter sua 
maneira para captar dados, as informações de saída devem ter sua 
consistência assegurada.
Alguns indicadores têm particularidades com relação a sua obtenção, consistência e análise. Por exemplo, Km e Horas trabalhadas são 
obtidos, em geral, através do registro diário de utilização de veículo, 
preenchido pelo próprio condutor de veículos, isto poderá significar 
falha na informação, em decorrência do nível de escolaridade ou treinamento dado ao condutor do veículo. No entanto, o mercado oferece alternativas que dispensam tais preocupações, como é o caso do 
Computador de Bordo, associados tecnologia de comunicação Wireless, que pode fornecer estes dados com precisão, além de outras 
informações complementares.
Com relação ao aspecto financeiro, a apropriação das despesas realizadas com a frota, embora deva atender aos objetivos gerenciais, 
deve também ter fechamento final com os valores contábeis, pois é 
uma forma de garantir a consistência dos valores apurados.
Do universo de indicadores de desempenho apresentado nesse 
plano, serão definidos um conjunto cuja aplicabilidade será compatível 
PLANO DIRETOR DE TRANSPORTES FROTA OFICIAL 35
com a forma com que o órgão e entidade utiliza o transporte na 
sua prestação de serviço notadamente no que se refere à frota própria 
e/ou contratada assim como o uso de oficina própria o contratação de 
serviços de manutenção.